Saiba os 7 principais erros que acontecem na leitura de código de barras

Saiba os 7 principais erros que acontecem na leitura de código de barras

Todas as mercadorias e bens de consumo duráveis têm códigos de barras, desde alimentos até remédios. Com a evolução dos smartphones, nos acostumamos a pagar tarifas pelo smartphone, utilizando a capacidade do equipamento de realizar a leitura e confirmar a transação.

Contudo, e quando a leitura de código de barras não acontece de forma adequada? Isso pode causar transtornos tanto para comerciantes como para os clientes. Neste post, falaremos mais sobre os principais conceitos que envolvem o assunto. Acompanhe conosco!

Como funciona um código de barras?

Ele é, basicamente, uma representação gráfica da sequência de algarismos impressa logo abaixo. Um dos seus diferenciais é a facilidade na identificação, com riscos reduzidos de erros, por aparelhos dedicados à leitura óptica.

Além disso, são facilmente lidos por caixas de supermercados e lojas em geral. O núcleo do seu funcionamento é a sequência numérica particular, que também pode ser reproduzida manualmente, agilizando as operações financeiras.

Assim, podemos dizer que essa sequência numérica é uma espécie de registro de identidade do produto, já que não existem duas mercadorias iguais partilhando o mesmo código. O sistema foi desenvolvido nos Estados Unidos, na década de 1970, e adotado na Europa três anos depois.

Quais são os principais erros na leitura de código de barras?

Como mencionamos, a possibilidade de erros é pequena, mas existe. Agora, conheceremos os principais obstáculos à leitura apurada de um código de barras.

1. Pouco contraste

Uma impressão que ofereça pouco contraste (como aquelas gravadas em papelões mais escuros, por exemplo) ou realizada a laser sobre metal, pode comprometer a legibilidade.

Uma solução para o problema é tentar realizar a leitura do código sob diferentes condições de iluminação. Uma alternativa valiosa é trocar a tinta utilizada para um tom mais pigmentado — ou até trocar o fundo.

Nesse contexto, a utilização de etiquetas brancas costuma ser outra boa medida. Isso porque o fundo se torna consistente e oferece alto contraste final.

2. Distorção na impressão

É importante esclarecer que esses códigos são imagens desenvolvidas a partir de uma dimensão conhecida como “x-dimension”. Ela representa tanto as medidas relacionadas às barras mais estreitas (1D) como ao menor quadrado (2D).

Assim, todo o restante do código opera com dimensões proporcionais a essas especificações. Quando ocorre um desvio nesse modelo, problemas de inconsistência são gerados.

Eles são causados, de modo geral, por configurações incorretas do equipamento impressor ou até mesmo por problemas na linha de montagem — no momento em que os códigos são impressos e gravados diretamente nos produtos.

3. Conversão para outros arquivos de imagem

Outro problema que ocasiona a leitura errônea é quando os códigos são convertidos para alguns arquivos de imagem digital, como TIFF, PNG ou o popular JPG. Para que isso não ocorra, é fundamental que eles sejam criados diretamente para a impressão.

Além disso, eles devem conter a resolução exata de saída da impressora utilizada, já que as barras são desenvolvidas com um número exato de pontos de impressão.

4. Codificação incorreta

Como a codificação é feita com a utilização de uma mistura particular de cores, listras e tamanhos variados, é possível que um código seja criado em desarmonia com o padrão usado de maneira rotineira. Dessa forma, a leitura não é realizada adequadamente ou é totalmente inviabilizada.

Assim, é essencial que os responsáveis dediquem toda a atenção possível à codificação, para que esses procedimentos não gerem custos adicionais relacionados a novas impressões e retrabalho de diversos profissionais.

É necessário desenvolver o código e realizar testes apurados para atestar o seu funcionamento, antes de fixá-los às embalagens. Após esse processo, é essencial acompanhar a fase de adesivação, armazenagem direta no estoque e saídas diárias.

Isso porque tais procedimentos facilitam a verificação de falhas na leitura. Em todos as ações que envolverem códigos de barras, é necessário acompanhamento próximo.

5. Utilização de equipamentos inadequados

Com a utilização de diferentes tecnologias para gerar os códigos, os equipamentos precisam ser adequados. A leitura infravermelha e aquela realizada a laser, por exemplo, proporcionam ótimos resultados caso a solução digital seja usada para decodificar as etiquetas.

Dessa forma, insistir na utilização de equipamentos que não realizam a leitura de acordo com as características da codificação só vai retardar os procedimentos e gerar retrabalho, além das despesas adicionais para o negócio.

6. Estrutura incorreta

A estrutura incorreta do código de barras é um erro relacionado à má qualidade dos dados, sendo um dos mais difíceis de detectar. É necessário se certificar de que a simbologia usada esteja corretamente ordenada como sugerem os padrões.

Um exemplo de defeito comum é a mudança dos símbolos relacionados às ordens do dia e de um mês, ocasionando uma ruptura nos padrões utilizados.

7. Efeitos externos diversos

A etiqueta de um código está danificada ou descascada? Algo distorce ou obstrui o rótulo de uma determinada embalagem?

Caso a resposta para ao menos uma dessas questões for positiva, é uma boa medida verificar o modo como o scanner está apontado para uma etiqueta ou se há alguma interferência externa atrapalhando a identificação.

Quais são os principais tipos de código de barras?

Agora que conhecemos os principais erros na leitura, apresentaremos alguns dos códigos de barras mais utilizados.

EAN

Esse é o principal código utilizado em pontos de venda. Isso porque ele possibilita uma leitura simplificada — o formato é comum e contém uma sequência de 13 dígitos na maioria das vezes.

Ele também é utilizado para o controle interno, já que armazena dados sobre as numerações relacionadas à unidade e ao lote. Ele se subdivide, tal como ocorre em outro código recorrente: o ISBN.

Databar

É similar ao EAN, mas se difere pelo tamanho reduzido. Por conta dessa característica, é utilizado de forma corriqueira em verduras, frutas e legumes, além de outras mercadorias menores, como joias e cosméticos diversos.

Outro diferencial importante é a capacidade de armazenar dados sobre o preço e validade, o que facilita o controle de vendas e evita que produtos vencidos sejam comercializados.

ITF-14

Contendo 14 dígitos, esse código é utilizado frequentemente em unidades logísticas, em operações internas dedicadas ao rastreio e localização de mercadorias em diversas etapas.

Código 128

Esse é outro código utilizado de forma recorrente no setor logístico. Ele apresenta informações relacionadas a datas de validade e números de lote e série, entre outras. O tamanho final varia de acordo com cada aplicação.

QR code

Quem utiliza smartphones com frequência provavelmente já utilizou essa modalidade, já que ela foi desenvolvida justamente para facilitar as operações em dispositivos móveis. Ela é bidimensional e apresenta um padrão único, com o escaneamento feito por leitores próprios.

Sua grande vantagem é a capacidade armazenar uma elevada quantidade de informações, o que facilita o conhecimento do consumidor a respeito de cada produto.

Como pudemos ver no post, são inúmeros os motivos para falhas na leitura de código de barras. Cada um deles tem características específicas, mas é possível mapeá-los e garantir um nível maior de impressão para evitar essas deficiências.

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